Nelson Leiros tratou sobre o tema em bate-papo virtual do Grupo Studio

 

O presidente da ASSURN, Nelson Leiros, foi o convidado da live do Grupo Studio que abordou a atividade supermercadista durante a crise sanitária causada pela Covid-19. Com o tema “Boas práticas para redes supermercadistas durante a pandemia”, a transmissão aconteceu na noite desta terça-feira (21) no youtube e redes sociais do Grupo Studio. O bate-papo virtual foi conduzido pelo vice-presidente da empresa de serviços corporativos, Fabiano Barboza, e o diretor comercial, Kazan Nassif.

Desde o início da pandemia, o Grupo Studio vem realizando lives com diferentes setores da economia e entidades representativas para conhecer e discutir as medidas e ações adotadas para enfrentamento da crise. As transmissões contam com participantes de todo o Brasil, e a ASSURN foi escolhida neste momento para falar em nome do setor supermercadista.

Entre os temas abordados esteve a preocupação com o desabastecimento das lojas. O presidente da ASSURN explicou que a primeira medida foi tranquilizar a população. “Várias vezes nós demos entrevistas na TV e no rádio informando que não haveria desabastecimento”, disse.

Mas de acordo com Nelson, mesmo com a garantia passada pelo setor, a população aumentou o consumo no início do isolamento social. “No mês de março houve um aumento de consumo. Todas as lojas venderam mais do que vinham vendendo normalmente. Depois que passou o medo do desabastecimento, a situação voltou ao normal. Cresceu [a venda], mas cresceu menos”, explicou.

Nelson também falou sobre a nova realidade vivida pelos supermercados, principalmente no cenário digital com a expansão das compras via aplicativos. “Surgiram novas formas de venda e atendimento ao consumidor que antes eram muito tímidas. Hoje o cliente pede por aplicativo e passa pra pegar, outro entrega. É uma coisa que cresceu, mas que quando voltar ao normal, pelo hábito que as pessoas têm de ir ao supermercado de querer ver, querer pegar no produto, ver as novidades, essa venda por aplicativo deve crescer um pouco, mas não tanto”, falou.

Entre as mudanças de hábitos observadas durante a pandemia em alguns estados está uma ascensão mais forte dos supermercados de bairro. O consumidor aproveita a facilidade da proximidade do estabelecimento para não precisar percorrer longas distâncias e assim evitar uma maior exposição aos riscos de contaminação. Passada a pandemia, é preciso que essas lojas tomem medidas para garantir a frequência dos clientes. “O principal diferencial para o consumidor é o preço. Se você colocar na mídia uma promoção agressiva, as pessoas saem do bairro e vão até onde tiver essa promoção porque ela vale a pena. Então os supermercados de bairro vão manter os seus clientes desde que ele tenha um custo que compense para que a pessoa não tenha que se deslocar a um local mais distante pra poder pegar uma oportunidade”, esclareceu.

Mas, além de investir nos preços e custos, o presidente ressaltou que outras ferramentas devem ser utilizadas para conquistar o consumidor. “Você vai ter que mostrar aos clientes que está preocupado com a questão sanitária, manter o local higienizado. Mas é preciso saber cativar a clientela, procurar agradar, fazer com que a loja tenha aquilo que o cliente está procurando, e não o que você acha que ele tem que comprar”, falou.

Em uma hora de transmissão, a live tratou sobre outros diversos temas como estratégia de vendas e gestão, análise de ticket médio durante a pandemia, a importância de conhecer o perfil do cliente e as vantagens do uso da inteligência artificial.

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