Preço do quilo do tomate já chega a R$ 6,99 em supermercados de Natal. Até a semana passada, o mesmo produto custava R$ 1,99. Esse aumento se deve aos impactos da paralisação dos caminhoneiros na Central de Abastecimento do Estado (Ceasa). Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira, o diretor da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), Geraldo Paiva Junior, afirmou que é um ciclo. No setor de frutas e verduras, a maioria dos itens que abastecem as prateleiras vêm da Ceasa. “A Ceasa possui menos produtos e eles estão mais caros, então acaba ficando mais caro no supermercado também. Além disso, as empresas de transporte precisam modificar a logística e estão fazendo percurso até 400 km mais longos. Tudo isso encarece”, explicou.

De acordo com a Assurn, o abastecimento mais complicado atualmente é o de produtos perecíveis como os hortifruti e frios, e de carne e frango. Já a parte de mercearia, como os materiais de limpeza, higiene e perfumaria, têm estoque para 15 a 20 dias nos estabelecimentos.

A greve dos caminhoneiros levou a população aos supermercados principalmente no fim de semana. Ainda segundo o presidente da Assurn, teve uma corrida dos consumidores aos mercados. “De quinta-feira a sábado passado, cresceu em 40% a procura nos supermercados comparado a movimentação que acontece nesse período do mês”, afirmou.

 

Fonte: Portal OP9 

Foto: Victor Ferreira/TV Ponta Negra