Em 2016, as 1,546 milhão de empresas comerciais brasileiras geraram uma receita operacional líquida de R$3,3 trilhões, pagaram $214,8 bilhões de salários, retiradas e outras remunerações e ocuparam 10 milhões de pessoas, em 1,685 milhão de unidades locais.

A atividade de hipermercados e supermercados cresceu no ranking de participação na receita operacional líquida do comércio, passando de 9,4% em 2007 para 12,4% em 2016, e subindo da terceira para a primeira colocação. Já a atividade de comércio de veículos automotores saiu do segundo lugar (11,0%) em 2007, para a sexta posição em 2016 (6,0%). E a atividade atacadistas de combustíveis e lubrificantes, que ocupava a primeira posição em 2007 (13,5%), caiu para a segunda colocação em 2016 (11,2%).

Em termos reais, de 2015 para 2016, a receita líquida da atividade de veículos automotores caiu 9,6%. Já a atividade de hipermercados e supermercados teve queda de 1,5% entre 2015 e 2016.

Desde o início da nova série, em 2007, a maior parcela da receita operacional líquida foi do setor atacadista (45,3% em 2016), porém, o setor varejista cresceu em participação e atingiu 45,1% em 2016. Já o setor de veículos automotores, peças e motocicletas perdeu participação, caindo de 15,4% em 2007 para 9,6% em 2016.

O comercio varejista prevaleceu como o maior representante, em 2016, no valor adicionado (54,3%), no pessoal ocupado (74,1%) e na massa salarial do comércio (64,6%). Em termos regionais, o Sudeste manteve participação majoritária nas principais variáveis do comércio em 2016, com 49,6% das unidades locais, 51,8% do pessoal ocupado, 51,3% da receita bruta de revenda e 55,7% da massa salarial. A região também registrou o maior salário médio mensal (2,1 salários mínimos).

Os dados são da Pesquisa Anual de Comércio 2016 do IBGE, que investiga a estrutura produtiva das empresas comerciais do país, aferindo produtividade, taxa de margem do comércio, salários, retiradas e outras remunerações e pessoal ocupado, entre outras variáveis. Acesse na coluna à direita desta página os materiais relativos à pesquisa.

Setor de veículos automotores perde participação na receita

Em 2016, havia, no Brasil, 1,546 milhão de empresas, que geraram R$3,3 trilhões de receita operacional líquida, pagaram R$214,8 bilhões de salários, retiradas e outras remunerações e ocuparam 10 milhões de pessoas, em 1,685 milhão de unidades locais.

Em relação a 2007, quando se iniciou a nova série da Pesquisa Anual de Comércio, a participação do setor de veículos automotores, peças e motocicletas na receita operacional líquida caiu de 15,4% para 9,6%. Já o setor varejista apresentou o maior ganho no período, passando de 39,8% para 45,1%, aproximando-se, assim, do setor atacadista, que detinha 44,8% da receita em 2007 e 45,3% em 2016.

A participação do comércio varejista também cresceu nas demais variáveis, respondendo, em 2016, por mais da metade (54,3%) do valor adicionado (diferença entre o valor bruto da produção e o consumo intermediário), por 77,9% do número de empresas, 74,1% do pessoal ocupado, 64,6% da massa salarial e 55,0% da margem de comercialização (retorno do esforço de vendas de mercadoria, depois de descontado o custo com a venda de seus produtos). Já o setor de veículos automotores, peças e motocicletas perdeu participação na maioria das variáveis, com exceção do número de empresas, que passou de 9,4% para 9,5% entre 2007 e 2016.

Comércio de veículos cai da segunda para a sexta posição no ranking das atividades

Entre 2007 e 2016, o setor de hipermercados e supermercados subiu da terceira para a primeira posição no ranking de participação na receita operacional líquida das atividades comerciais, passando de 9,4% para 12,4%.

As empresas atacadistas de combustíveis e lubrificantes (distribuidoras), que ocupavam a primeira posição em 2007, com 13,5% de participação, caíram para a segunda colocação em 2016, com 11,2%. Por sua vez, as empresas varejistas de combustíveis e lubrificantes (postos de gasolina), apesar de perderem participação, passando de 8,1% para 7,9%, permaneceram na quarta posição em ambos os anos investigados.

O comércio por atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo também subiu de posição, saindo da quinta (6,6%), em 2007, para a terceira colocação (8,9%), em 2016. Já o comércio de veículos automotores saiu do segundo lugar (11,0%) em 2007, para a sexta posição em 2016 (6,0%).

O ranking de participação das atividades foi influenciado pelo cenário macroeconômico desfavorável, com crescimento de atividades de caráter essencial e queda das atividades que dependem de maior renda das famílias, financiamentos e taxa de juros.

Receita líquida de veículos automotores cai 9,6% em termos reais

Em termos reais, de 2015 para 2016, a receita líquida da atividade de veículos automotores caiu 9,6%, depois de ter caído 13,8% entre 2014 e 2015 e 4,3% entre 2013 e 2014. No período 2007-2016, a atividade cresceu 45,2% em receita operacional líquida.

Já a atividade de hipermercados e supermercados teve queda de 1,5% entre 2015 e 2016, queda de 0,9% entre 2014 e 2015, mas cresceu 11,7% entre 2013 e 2014, acumulando, no período 2007-2016 um crescimento de 81,4%.

A atividade atacadista de combustíveis e lubrificantes apresentou, no período 2007-2016, um crescimento de 60,7% em receita, com ganhos de 4,7% entre 2015 e 2016, 6,1% de 2014 para 2015 e 11,1% de 2013 para 2014.

Hiper e supermercados têm, em média, 104 pessoas ocupadas por empresa

Em 2016, o setor de hipermercados e supermercados tinha, em média, 104 pessoas ocupadas por empresa, a maior média dentre todas as atividades e bem acima da média geral de 6 ocupados por empresa.

A atividade atacadista de combustíveis e lubrificantes registrou o maior salário médio mensal (5,7 salários mínimos) e a mais alta produtividade do trabalho: cada pessoa ocupada adicionou, em média, R$ 378,7 mil aos bens e serviços consumidos no processo produtivo destas empresas.

O setor varejista apresentou a maior taxa de margem de comercialização (38,4%) de todo o comércio, ou seja, conseguiu o maior retorno do esforço de vendas de mercadoria, depois de descontado o custo com a venda de seus produtos.

Já nas atividades do comércio de veículos e peças, as empresas revendedoras de veículos automotores apresentaram a maior média de pessoal ocupado (10), de salário médio mensal (3,0 salários mínimos) e de produtividade (R$ 80,4 mil), valores acima da média nacional.

Comércio atacadista de combustíveis é a atividade comercial mais concentrada

Quando se observa a razão de concentração de ordem 12 nas atividades comerciais, isto é, a análise das 12 maiores empresas de cada atividade em relação à participação na receita líquida de revenda, o comércio mostrou-se desconcentrado (11,6%). As empresas atacadistas de combustíveis e lubrificantes registraram R12 de 71,2% em 2016 e foram as únicas consideradas concentradas. Já o segmento de veículos, peças e motocicletas mostrou ser desconcentrado, uma vez que que o resultado do R12 foi 5,7%.

Quanto menor o valor do R12 menor será o grau de concentração das empresas na atividade. Se as 12 maiores empresas detêm juntas até 25% do mercado, considera-se que são desconcentrados; se a participação fica entre 25% e 50% são mercados pouco concentrados; aqueles em que a participação varia entre 50% e 75% são concentrados; e quando a participação é superior a 75%, são mercados muito concentrados.

Sudeste mantém liderança em receita, salários, unidades e pessoal ocupado

Em 2016, o Sudeste prevaleceu nas principais variáveis, com 49,6% das unidades locais, 51,8% do pessoal ocupado, 51,3% da receita bruta de revenda e 55,7% da massa salarial. A região também registrou o maior salário médio mensal (2,1 salários mínimos).

No Sudeste, São Paulo concentrou 61,8% da receita bruta de revenda da região. Já o Paraná foi o maior representante da Região Sul, com 38,3%. No Nordeste, a distribuição é menos concentrada e a Bahia detinha o maior percentual, 26,4%. Na região Centro-Oeste, dois estados se destacaram com participações bem próximas: Goiás (33,0%) e Mato Grosso (32,5%). Na região Norte, que detém o menor percentual da receita do país, o Pará concentrou 37,9%.

 

Fonte: IBGE