Energético, cerveja, cortes bovinos (exceto picanha), pilhas e baterias, chocolate em barra ou tablete, queijo, sabonete, azeite e odorizador de ambiente. Esses foram alguns dos itens mais furtados dos supermercados em todo o país, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), conforme avaliação feita Departamento de Economia e Pesquisa da entidade, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar).

Os dados são de 2017 e essa quantificação contou com a participação de 218 redes supermercadistas. Juntos, os furtos (interno e externo) responderam por 25% das perdas registradas naquele ano. Conforme a pesquisa, eles só ficam atrás das quebras operacionais, responsáveis por 36% dos danos nesses estabelecimentos. No geral, os prejuízos somaram R$ 6,4 bilhões do faturamento bruto do setor – estima-se que R$ 1,6 bilhão seja oriundo, justamente, dos dois tipos de furtos.

“A prevenção de perdas é preocupação constante da nossa Associação, que por meio do seu Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos procura disseminar a cultura da área nas empresas, que precisa ser vista como um investimento e não como gasto operacional. A Avaliação de Perdas é a principal fonte de informação do setor. Somente com a identificação do que está dando errado é que podemos elaborar ações bem sucedidas, para prevenir as perdas”, pontuou o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Sanzovo Neto.

 

Prevenção

Neste mesmo estudo foram destacados os recursos tecnológicos mais utilizados atualmente pelos supermercadistas para prevenir as perdas nas lojas. Entre eles, estão o monitoramento interno por câmeras, alarmes de acesso, coletor de dados para a realização de inventário, e radiocomunicador. Do total de pessoas que responderam a pesquisa, 68% informaram possuir área de prevenção de perdas na empresa, em 2017, ante 59,7% no ano anterior, um crescimento de 8%.

Quando questionados sobre as principais atividades adotadas para a prevenção de perdas, os entrevistados ouvidos pelo levantamento citaram, entre outros, treinamento para colaboradores, definições das metas de perdas e controles e planos de ações, e introdução de processos mais cuidadosos no recrutamento e seleção.

 

Fonte: Tribuna da Bahia