Associação apresentou estudo com histórico e variação nos valores de mercadorias

 

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a ASSURN vem acompanhando de perto o funcionamento dos supermercados associados. Entre as preocupações da associação está a manutenção de preço dos produtos, especialmente os de primeira necessidade. Por isso, a diretoria da ASSURN e representantes de supermercados associados se reuniram, por videoconferência, na última sexta-feira (17), com coordenador-geral do Procon RN, Thiago Silva, e o diretor-geral do Procon Natal, Gleiber Dantas, para apresentar um estudo com o histórico de valores de algumas mercadorias adquiridas durante a crise sanitária. Essa foi a terceira reunião entre a entidade e os órgãos fiscalizadores para discutir ações do setor supermercadista.

No primeiro momento, a associação esclareceu que os supermercados não definem preço, apenas repassam o custo de acordo com o valor de compra. Segundo recomendação da ASSURN, as lojas não aumentaram e não devem aumentar suas margens de lucro em respeito aos consumidores. Alguns supermercados, inclusive, estão reduzindo a margem de lucro para não repassar todo o aumento à população.

Em seguida, foi apresentado o relatório. O documento foi elaborado com itens de mercearia, produtos de higiene e hortifrutigranjeiro. Entre os produtos apresentados, destaque para a bandeja de ovos brancos com 30 unidades, que subiu 47,30% no período de 02 de março a 13 de abril. No setor de higiene e limpeza, o papel higiênico aumentou 23,80%. Em relação a hortifruti, o valor dos produtos é mais complexo, já que o setor sofre constante variação tanto negativa quanto positiva e a oscilação é causada por diversos fatores. Entre os itens analisados dessa categoria, o repolho verde (caixa com 20 quilos) custava R$ 1,50 no dia 2 de março, enquanto que no dia 06 de abril o valor registrado foi de R$ 4,00, um aumento de 266,66%.

Outros aumentos registrados são produtos classificados como commodities agrícolas, esses têm os seus preços regidos pelo valor do dólar, como o caso da carne e do feijão. A proteína (carne dianteira com osso) registrou aumento de 30% entre os dias 02 de março e 13 de abril. Já o feijão carioca, subiu 35,70% durante o mesmo período.

O estudo completo, com todos os itens catalogados, foi apresentado aos representantes dos Procons, que se prontificaram a analisar a situação e buscar soluções para que os produtos não tenham aumentos abusivos.

A associação se colocou a disposição dos órgãos fiscalizadores para esclarecer qualquer dúvida e, mais uma vez, se uniu aos Procons no combate aos exageros e aumentos de preço sem explicação mercadológica, assim como reforçou que recomendou a todos os supermercados associados a não aumentarem as suas margens de lucro.

 

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